Instalação do Ubuntu 15.04 Desktop em UEFI-Único Boot

Este artigo irá orientá-lo sobre como você pode instalar o Ubuntu 15.04, único boot, em máquinas UEFI Firmware com um layout de partição padrão de modo manual para preservar o espaço livre para as futuras instalações do sistema operacional em dual-boot.
Esteja ciente de que todas as instalações de sistemas feitos a partir de sequência de inicialização UEFI (Boot UEFI) assume que o seu disco rígido vai ser particionado em estilo GPT, independentemente do tamanho de seus discos. Além disso, tente não desativar as opções Secure Boot que são opções de configurações de UEFI (se for suportado), especialmente se você está tentando inicializar a partir de um pendrive USB bootável compatível UEFI.

Identificar se o computador inicializa o HD no modo UEFI.

Isso só é possível se você já tiver instalado o Ubuntu no disco rígido, ou olhando para a configuração da BIOS.
Entre com o Ubuntu instalado no HD (nem liveCD nem LiveUSB), abra um terminal (Ctrl + Alt + T), em seguida, digite o seguinte comando:

 [-d / Sys / firmware / efi] && echo "EFI boot em HDD" || echo "boot Legado em HDD"

Observação: se o resultado for “boot Legado em HDD“, então o BIOS não é tipo UEFI, ou o BIOS não está configurado para inicializar o HD no modo UEFI.

O Ubuntu instalado no modo EFI pode ser detectado da seguinte forma:
Seu arquivo /etc /fstab contém uma partição EFI (o ponto de montagem: /boot /efi) ele usa o bootloader grub-efi (não grub-pc), a partir do Ubuntu instalado, abra um terminal (Ctrl + Alt + T), em seguida, digite o seguinte comando:

[ -d /sys/firmware/efi ] && echo "Installed in EFI mode" || echo "Installed in Legacy mode"

Ubuntu 15.04 Guia de instalação do Desktop .
A instalação do Ubuntu 15.04 é bastante simples e direta como suas versões anteriores. No entanto, se você está inicializando e instalar o sistema em uma máquina UEFI Firmware, além das partições clássicos que você precisa para garantir que você criar uma partição EFI padrão exigido para o carregador de inicialização para passar as instruções adicionais para Linux Grub.
1. O primeiro passo que você precisa tomar, a fim de instalar o Ubuntu 15.04 é queimar uma imagem ISO Ubuntu ou criar um Pendrive USB compatível UEFI, coloque a mídia inicializável na unidade adequada, em seguida, digite as configurações do UEFI Secure Boot e não desativar o Fast Boot nas opções do setup e instruir sua máquina para reiniciar em UEFI com a unidade de CD / USB inicializável adequado.

2. Depois que a máquina reinicializar com o DVD ou Pendrive, a tela Grub deve aparecer na tela. A partir daqui escolha Instalar Ubuntu e pressione a tecla Enter para continuar

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3. Na próxima etapa, selecione o idioma para o seu sistema e pressione o botão Continuar para avançar.

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4. Em seguida, o instalador verifica se o sistema tem conectividade com a Internet e inspeciona o seu espaço no disco rígido necessário. Após a satisfação de todos os requisitos, basta pressionar o botão Continuar novamente para prosseguir. A instalação pode continuar sem uma conexão com a Internet também.

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5. No próximo passo que você deve escolher um tipo de instalação. Para garantir que o Ubuntu não ficar com todo o seu espaço no disco rígido durante a instalação do sistema usando a primeira opção, apagar o disco e instalar o Ubuntu, escolha a última opção com “Something else” e pressionar botão Continuar.
Esta opção é a mais segura e flexível no caso de você pode querer preservar algum espaço em disco e instalar outros sistemas operacionais em dual-boot após a instalação do Ubuntu.

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6. Nesta etapa, você deve criar uma tabela de partição no caso de você ter uma unidade em branco e redimensionar seu disco. Selecione seu disco rígido no caso de sua máquina tem mais de um disco, clicar no botão nova tabela de partições e botão Continuar a partir do aviso pop-up, a fim de criar a tabela de partição do GPT.

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7. Agora é hora de criar as partições do sistema manualmente. A tabela de partição terá o seguinte esquema:

  1. Partição ESP – Ponto de Montagem /boot/efi – Use as(Tipo): EFI system Partition – 500 M;
  2. Partição /root – Ponto de Montagem /root – min 10 GB – sistema de arquivos: EXT4 journaling;
  3. Partição Swap – min 1GB (ou o dobro do tamanho da RAM);
  4. Partição /home – Ponto de Montagem /home – espaço feito sob encomenda (ou todo o espaço restante) – formatado sistema de arquivos EXT4 journaling;
  5. Todas as divisórias devem ser primária e No início deste espaço.

Para começar, selecione o espaço livre e aperte o botão Plus + para criar a primeira partição. Esta primeira partição será a partição padrão EFI. Digite 500 MB como o seu tamanho e escolha Usar como partição de sistema EFI, em seguida, o botão OK para confirmar e criar a partição.

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8. Em seguida, escolher o espaço livre novamente, aperte o botão + e criar a partição /root. Certifique-se a partição tem pelo menos 10 GB de espaço e será formatado como sistema de arquivos EXT4 journaling.

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9. Em seguida, usando os mesmos passos como para partições anteriores, criar uma partição swap com o mínimo de 1 GB. As recomendações são para usar o dobro do tamanho de sua memória RAM, 1GB, mas é o suficiente para novas máquinas com muita memória RAM (na verdade, a troca diminui consideravelmente a sua máquina em discos rígidos não-SSD).

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10. A partição final que você precisa fazê-lo deve ser a partição /home. Então, selecione o espaço livre novamente, clicar no botão + e digite o tamanho desejado para a partição com ponto de montagem /home. Use EXT4 journaling para o sistema de arquivos e pressione OK para criar a partição.

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11. Depois de todas as partições são criadas clicar no botão Instalar agora para iniciar o processo de instalação e confirmar as alterações de disco rígido por clicar no botão Continuar a partir do aviso pop-up. No caso de uma nova janela de aviso aparece com a instalação Força UEFI, clicar tanto Continuar botões novamente como ilustrado nas imagens abaixo.

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12. Após o processo de instalação for iniciado, escolha o layout de teclado do sistema e clique Continuar para passar a próxima etapa.

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13. Na etapa final a respeito de suas configurações de sistema, digite o nome do usuário administrativo do sistema com privilégios de root, digite um nome para o seu computador e escolher uma senha para proteger o usuário admin. Selecione exigir a minha senha para entrar e clicar Continuar para concluir a configuração do sistema. Após esta etapa aguarde o processo de instalação para concluir.

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14. Finalmente, após o processo de instalação chegou ao fim, reiniciar a máquina, retire a mídia inicializável e login para Ubuntu 15.04 usando as credenciais configuradas durante o processo de instalação.

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Isso é tudo! Aproveite a última versão do Ubuntu 15.04 em sua máquina UEFI.

Referência:Tec Mint

Leia também:

Multiboot em UEFI DualBios e tabela GPT (GUID)

Gerenciamento de carregadores de inicialização EFI para Linux

Gerenciando EFI Carregadores de Inicialização para Linux: O processo de inicialização EFI

Até a próxima.

5 dicas para melhorar o desempenho do Firefox.

As mais novas versões do Firefox vêm com uma série de ajustes, que podem melhorar bastante o seu desempenho. Alguns, não requerem sequer que você reinicie o navegador — o que lhe permite avaliar, na hora, se o ajuste foi efetivo para você ou não.
Os 5 ajustes, que seguem, são seguros e valem a pena ser experimentados — e se aplicam também ao Firefox que você usa no Smartphone.

Reduza a quantidade de itens no histórico

O disco rígido ou HD, depois do leitor de DVD, é a parte mais lenta de todo o seu computador, por que envolve a movimentação de partes mecânicas.
O que você puder fazer para reduzir o uso do disco rígido irá se refletir em um melhor desempenho do sistema, como um todo.
Ao reduzir a quantidade de itens armazenados no histórico do Firefox, você estará reduzindo o uso do disco rígido, onde as URLs acessadas são guardadas.

Veja como fazer isto:

  • acesse o endereço about:config
  • agora, procure pelo item browser.sessionhistory.max_entries
  • clique duas vezes sobre o item e altere o seu valor para 10

browser.sessionhistory.max_entries

Aumente a velocidade de carregamento das páginas no Firefox

O procedimento que segue evita que o Firefox fique esperando durante certas partes do processo de carregamento da página.

  • Clique, com o botão direito do mouse ou do touchpad, no espaço vazio, embaixo de browser.sessionhistory.max_entries
  • Selecione Nova preferência e, em seguida, Número inteiro
  • Forneça o nome nglayout.initialpaint.delay e clique em OK
  • O valor da nova preferência deve ser 0 (zero)

nglayout.initialpaint.delay_

Mande o cache pra RAM

A próxima dica é configurar o Firefox para armazenar parte do seu cache na memória RAM do sistema — evitando novamente a lentidão do disco rígido.
O cache, do Firefox, é uma coletânea de sites e conteúdo web que você baixou, visitando anteriormente. Normalmente, o cache fica armazenado no disco rígido, em uma pasta específica, o que já torna mais rápido o recarregamento das páginas já vistas.
Este recurso, torna o processo mais rápido ainda, ao guardar parte do cache em memória RAM. Se o seu disco é SSD, você pode pular este procedimento.
Veja como fazer isto:

  • Localize o item browser.cache.memory.enable
  • Clique duas vezes para alterar o seu valor para True

Agora, siga estes passos:

  • Clique, com o botão direito do mouse sobre uma área vazia e selecione Nova preferência e Número inteiro
  • Em seguida, forneça o nome browser.cache.memory.capacity
  • Quando for pedido um valor, escolha um dos seguintes:
    • 2048, se você tiver 128Mb de memória RAM (pra você ver como sou democrático: eu escrevo até pra quem tem um máquina com apenas 128Mb de memória)
    • 4096, se você tiver 256Mb de memória RAM
    • 8192, se você tiver 512Mb de memória RAM
    • 12288, se você tiver 1Gb ou mais — não há por que exagerar. Vocẽ precisa da memória RAM para outras coisas também.

O próximo procedimento é para reduzir o uso do cache em disco:

  • Localize o item browser.cache.disk.capacity
  • Altere o seu valor para 4096

Captura-de-tela-de-2014-06-03-204510

Permita que o Firefox jogue o lixo fora

O próximo item fará com que o Firefox remova restos de páginas e outras coisas inúteis, fazendo uma limpeza, nos momentos em que ele não estiver sendo usado (por exemplo, quando estiver minimizado ou no plano de fundo).

  • Clique com o botão direito do mouse sobre uma área em branco da tela do Firefox e selecione Nova Preferência/Boolean
  • Nomeie o item para config.trim_on_minimize
  • Atribua-lhe o valor True

Até a próxima.

Melhore o desempenho do Firefox, ativando o cache HTTP.

O HTTP CACHE é um recurso presente nas últimas versões do Firefox, que pode melhorar sensivelmente o desempenho do navegador.
Embora disponível no seu navegador, o recurso HTTP CACHE ainda é experimental e, portanto, vem desativado.
A promessa é que ele venha habilitado, por padrão, nas futuras versões do navegador da Mozilla.
Neste texto, vou mostrar como ativá-lo.
Se notar que o recurso está causando algum problema pra você, basta fazer o caminho inverso e desativá-lo.

1.Clique na barra de endereços do Firefox e tecle o seguinte endereço:

about:config

Em seguida, tecle Enter.

2.Localize o item browser.cache.use_new_backend.

3.Uma vez localizado, clique 2 vezes sobre ele e altere o seu valor de 0 para 1.

firefox-http-cache

Tão logo você faça a alteração, o recurso já estará habilitado — não há necessidade de reiniciar o Firefox.
O recurso funciona também na versão Android do navegador.
Se você quiser, mais tarde, desfazer a alteração, basta retornar o valor de 1 para 0.

Até a próxima.

Aumente a velocidade do Wi-Fi no Ubuntu.

Este procedimento, desliga o gerenciamento de energia do chipset wireless e consegue trazer uma melhora no desempenho da sua conexão.

O procedimento, descrito neste post, é de fácil aplicação, foi testado no Ubuntu e deve funcionar na maioria dos chipsets e dispositivos wireless.
O que ele faz é aumentar ligeiramente a velocidade e a qualidade da sua conexão Wi-Fi, através do desligamento do gerenciamento de energia do chipset wireless.

O efeito colateral deste procedimento é que a carga da bateria do seu notebook terá uma duração menor. Ainda assim, o impacto não será tão grande — portanto, vale a pena tentar.
Para continuar, abra um terminal (Ctrl + Alt + T).

Como verificar se o gerenciamento de energia está ligado

No terminal, execute o comando iwconfig:

iwconfig

No resultado, abaixo, é possível ver 3 interfaces de rede:

  • wlan0 — a interface do dispositivo de rede sem fio (WiFi) e é nesta aqui que vamos nos concentrar
    Note que a interface de rede wireless, no seu caso, pode ter um nome diferente. Neste caso, faça as mudanças necessárias para adequar este tutorial às suas condições;
  • lo — o loopback e
  • eth0.
wlan0 IEEE 802.11bg ESSID:"Virus_gratis" 
 Mode:Managed Frequency:2.457 GHz Access Point: 68:1A:B2:6C:A3:44 
 Bit Rate=48 Mb/s Tx-Power=20 dBm 
 Retry long limit:7 RTS thr:off Fragment thr:off
 Power Management:off
 Link Quality=39/70 Signal level=-71 dBm 
 Rx invalid nwid:0 Rx invalid crypt:0 Rx invalid frag:0
 Tx excessive retries:4027 Invalid misc:21713 Missed beacon:0

lo no wireless extensions.

eth0 no wireless extensions.

Note que, no meu caso, o gerenciamento de energia (Power Management) da interface de rede wlan0 está desligado: off.
Neste caso, não é necessário fazer mais nada — afinal, o nosso objetivo aqui é ensinar como desligá-lo.

Como desligar o gerenciamento de energia da interface wireless.

Comece por criar um arquivo executável, chamado wireless:

sudo touch /etc/pm/power.d/wireless

Agora, abra o arquivo com o seu editor de texto preferido:

sudo nano /etc/pm/power.d/wireless

e insira o seguinte conteúdo nele:

#!/bin/sh
/sbin/iwconfig wlan0 power off

Grave o arquivo e saia do editor de textos.
Em seguida, dê ao arquivo a atribuição de executável:

sudo chmod 755 /etc/pm/power.d/wireless

Agora, reinicie o computador.
Verifique novamente o status da interface de rede, com o comando iwconfig e verifique se o item Power Management agora está off.
Se tudo deu certo, aproveite a Internet um pouquinho mais rápida.

Até a próxima.

Reduza o uso do SWAP e melhore o desempenho do Linux.

A memória virtual ou SWAP é um recurso fantástico, que permite rodar mais aplicativos e lidar com arquivos muito maiores.
O Ubuntu abusa deste recurso e você pode por um limite nisto, para melhorar a performance do seu sistema

Na lista de coisas que se pode fazer para melhorar o desempenho do Linux, este é um dos primeiros itens — principalmente em equipamentos com pouca memória RAM (1 Gb ou menos).
Algumas distribuições Linux mais parrudas, como é o caso do Ubuntu, acabam por fazer uso muito intenso do acesso ao disco rígido, o que contribui consideravelmente para a lentidão do sistema como um todo.

Neste post, vou mostrar como reduzir o uso da memória SWAP no seu sistema.
Comumente, separamos uma partição exclusiva, no disco rígido, para a memória SWAP o que é uma boa prática.
Quando o sistema começa a fazer uso excessivo deste recurso, começa também a ficar mais lento, uma vez que o tempo de acesso ao disco rígido é milhares de vezes maior que o tempo de acesso à memória RAM.

A propensão do Ubuntu a usar o SWAP é determinada por um valor — quanto menor este valor, mais tempo o sistema irá demorar antes de começar a fazer uso deste recurso.
A variável (do sistema) que contém este valor, é a swappiness — e pode ir de 0 a 100 (sim, é um percentual).

No Ubuntu e no Red Hat, o valor padrão do swappiness, é 60, o que pode ser muito alto para a maioria dos usuários normais do desktop. Especialistas indicariam este número como mais adequado para servidores.
No desktop, este número pode seguramente ser reduzido. Vou mostrar como.
No Ubuntu, esta variável fica armazenada no arquivo de sistema

/proc/sys/vm/swappiness.

Você pode ver o valor de swappiness do seu sistema com o seguinte comando:

cat /proc/sys/vm/swappiness

O QUE DIZ A DOCUMENTAÇÃO DO RED HAT

«O swapiness é um valor de 0 à 100 que controla o grau para o qual o sistema altera. Um valor alto dá prioridade ao desempenho do sistema, alterando os processos de forma agressiva fora da memória física quando eles não estão ativos. Um valor baixo dá prioridade à interação e evita processos de alteração fora da memória física o quanto de tempo for possível, o que diminui a latência de resposta. O valor padrão é 60.»

Qual o valor mais indicado para swappiness?

Você pode seguir a regra geral, ditada por outros, ou pode fazer seus testes e chegar ao melhor número por si próprio. Só tenha cuidado com os extremos, pois você pode acabar com um sistema inoperante (ou quase).
A minha recomendação é de que você opte por um valor baixo, entre 10 e 20. Isto fará com que o sistema use menos a memória virtual (SWAP) e tente se virar com o que tem, na memória física.
Veja, a seguir, como tornar a mudança do valor do swapiness permanente.

Torne a mudança permanente

A simples alteração do arquivo /proc/sys/vm/swappiness, é inócua e não produz resultado algum.
Se você conseguir alterar este valor, o sistema o retornará ao padrão, assim que for reiniciado.
Você precisa alterar o arquivo /etc/sysctl.conf.
Abra-o com o seu editor de textos favorito (eu vou usar o nano):

sudo nano /etc/sysctl.conf

Agora, copie e cole o seguinte código ao final do arquivo:

#
# Reduz o uso de SWAP
vm.swappiness=10
# Melhora a gestão de cache
vm.vfs_cache_pressure=50

Em seguida, salve e saia do editor.
Reinicie a máquina e veja se houve melhora.

Conclusão.

O uso do SWAP é para situações extraordinárias, quase “emergenciais”. Não faz sentido, portanto, usar memória virtual na maioria dos casos.
Se a carga de trabalho é grande, você deve planejar a aquisição de mais memória física, em vez de resolver (mal) o problema com o uso de memória virtual.

Até a próxima.